O ano de 2018 é eleitoral para o Brasil, e em Outubro a população terá mais uma chance de escolher representantes para os cargos de presidente da República, governador, senador, e deputados federal e estadual. A partir de hoje, o blog da BigData Corp. vai apresentar uma série de posts sobre a aplicação das tecnologias de Big Data e Inteligência Artificial nas eleições, explicando como elas se tornaram ferramentas determinantes nas campanhas políticas.

No post de hoje vamos falar sobre análise e segmentação de eleitores, e sobre como a tecnologia está permitindo alinhar os discursos dos candidatos com os perfis da população votante, de forma segmentada, visando direcionar determinados conteúdos para quem tem mais receptividade a eles.

Mapeamento de perfis eleitorais

O mapeamento de perfis de eleitores não é novidade e precede a tecnologia de dados. Há décadas os profissionais que trabalham com marketing eleitoral sabem que os eleitores recebem e processam informações de forma seletiva, ignorando discursos muito dissonantes de suas próprias orientações e convicções políticas. Então, em função disso, sempre foi necessário dividi-los em grupos e trabalhar estratégias específicas para cada um. No entanto, se antes essa segmentação era basicamente realizada de forma demográfica e ideológica, a realidade do Big Data permite identificar outros vários critérios que podem ser utilizados.

Já foram desenvolvidos softwares de Inteligência Artificial, por exemplo, responsáveis por vasculhar a internet, lendo textos e identificando padrões de comunicação. Esses programas são responsáveis por compilar milhares de informações públicas, captadas em redes sociais e bancos de dados, para em seguida identificar e mapear perfis de eleitores. Graças a essas ferramentas é possível segmentar a população com base até em seus sentimentos, considerando seus medos, desejos e ambições.

Orientação de discursos políticos

As mesmas ferramentas e fontes de dados que servem para mapear perfis eleitorais funcionam também para acompanhar o desempenho dos candidatos. O monitoramento de praticamente tudo que é dito sobre eles (desde a mídia tradicional, passando por comentários em matérias nos portais de notícias, até as redes sociais) é capaz de identificar em que perfis de eleitores e áreas de votação as campanhas estão sendo mais aceitas ou tendo maior rejeição.

Dessa forma, a partir de análises geo-referenciadas, as equipes dos candidatos podem orientar e formular o discurso político de acordo com os eleitores que pretendem atingir, ampliando o alcance do mesmo e, em casos de sucesso absoluto, angariando votos.

As tecnologias de Big Data e Inteligência Artificial permitem tamanha precisão de alinhamento entre perfis de eleitores e discursos políticos que podemos dizer que elas potencializaram o tradicional corpo a corpo que os candidatos fazem nas ruas. Hoje, se um determinado eleitor é sensível a um tema e essa sensibilidade é captada pelas ferramentas de monitoramento – e normalmente ela é -, às chances dele receber um discurso mais brando e amigável sobre o assunto, como um quebra gelo, são maiores.

A verdade é que a quantidade de dados disponíveis na internet tem sido a maior arma das últimas eleições, e promete continuar a ser também das próximas. As redes sociais e a internet deram voz a milhões de pessoas, e suas opiniões deixam rastros de preferências e comportamentos o tempo todo. No entanto, esses registros estão espalhados em diferentes locais da web, e é preciso contar com os instrumentos certos para compreendê-los.

Os candidatos que souberem aproveitar as ferramentas de Big Data para organizar essa imensa quantidade de dados e transformá-los em informações terá muita vantagem em relação aos demais, e esse pode ser o principal diferencial que definirá os eleitos para os próximos quatro anos.

BigDataCorp