Estamos acompanhando a revolução que as tecnologias de Big Data têm proporcionado em diversos setores, desde os negócios, passando pelos esportes, até tantos outros, como saúde, educação, segurança e planejamento urbano. Todavia o que muita gente não sabe é que o Big Data também tem aproveitamento nas artes. Parece improvável que um segmento de caráter tão subjetivo, que tem na liberdade e na criatividade seus principais alicerces, possa fazer uso das ferramentas de dados sem que o resultado dessa aplicação seja robotizado e artificial. No entanto ele já está acontecendo e a maioria de nós já está até consumindo o resultado dessa mistura, mesmo sem perceber.

Quer saber mais sobre como as tecnologias de Big Data têm influenciado o mundo das artes e o impacto disso no nosso dia a dia? Então fica ligado no post de hoje que nós explicamos tudo pra você. Afinal, quem disse que Big Data também não é cultura?

Big Data na música

Se você usa o Spotify, já deve estar acostumado às recomendações que o serviço de streaming faz com base nas músicas que você agrupa nas suas playlists e se impressionado com o alto índice de acertos daquilo que você realmente curte ouvir. O que o app faz para você, enquanto usuário, nada mais é do que usar as suas preferências musicais para melhorar a sua experiência dentro do próprio serviço.

Ao analisar e recolher os dados das suas preferências, além de facilitar a sua vida, o Spotify reúne informações que ajudam também empresários do mercado musical. Um exemplo: ele consegue identificar os artistas, músicas e gêneros mais ouvidos de acordo com segmentos como faixa-etária, gênero e localização. De posse dessas informações fica muito mais fácil identificar quais shows fariam mais sucesso em que lugar, com um índice de assertividade muito maior.

Contudo as possibilidades de Big Data na música não param por aí. A Oracle, em parceria com o produtor musical Dudu Borges, desenvolveu uma ferramenta capaz de coletar informações das redes sociais e identificar o que o público quer ouvir, baseado nas preferências de ritmos, instrumentos e assuntos. O objetivo? Auxiliar nos lançamentos de novos hits, direcionando a produção para o que o público quer ouvir e, assim, reduzindo consideravelmente o tempo de elaboração de um novo sucesso.

Big Data na literatura

O pesquisador norte-americano Matthew Jockers, programador e phD em literatura inglesa pela Universidade do Sul de Illinois, é professor de inglês e diretor do laboratório literário da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, e se dedica a explorar livros utilizando ferramentas digitais. Fruto dessa pesquisa, ele desenvolveu um método chamado de macroanálise, que consiste em analisar grandes quantidades de elementos literários como palavras, expressões, frases, parágrafos e nomes em busca de tendências e padrões.

Pioneiro da análise literária digital, o pesquisador analisou quase 3.600 obras para identificar e catalogar as características de autores do século XIX e descobrir o quanto eles influenciaram outros escritores, considerando estilos, forma narrativa, temática, vocabulário e a estrutura das obras. O resultado revelou que Jane Austen foi a escritora mais influente do período, considerando que as particularidades de suas obras foram as mais replicadas e usadas como inspirações por autores que a sucederam.

Outro exemplo de como as ferramentas de Big Data vem sendo aplicadas na literatura é o caso da startup Unbound Concept. Por meio de instrumentos de coleta e processamento de linguagem, o novo método tem ajudado professores a atualizar e definir quais são as melhores alternativas de obras literárias para os alunos, considerando o momento super tecnológico atual.

Big Data nos museus

Grandes museus pelo mundo todo, como o British Museum e a National Gallery (Londres), Guggenheim (New York), o Museu de Arte de Dallas e o Instituto de Arte de Minneapolis já estão coletando informações de seus visitantes. Dados como esses são preciosos para definir o perfil do público e elucidar questões como o que eles buscam, quais estilos mais gostam, as exposições mais visitadas e os artistas mais populares entre eles. Os dados ajudam a descobrir também em quais períodos do ano os museus são mais visitados, quando recebem mais turistas e em que meses acontecem mais excursões escolares, por exemplo. Todas essas perguntas são importantes para ajudar a planejar novas exposições e atrair cada vez mais visitantes de acordo com os perfis identificados.

 

Nem só de otimizar resultados nos negócios e nas ciências exatas vive o Big Data. As tecnologias estão disponíveis para serem aplicadas de forma a melhorar a vida das pessoas em todos os âmbitos, servindo de base para tomadas de decisões cada vez mais assertivas. E como você pode ver, atualmente isso também está diretamente relacionado com o conteúdo cultural e artístico que chega até você.

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