Você já pensou viver em um mundo em que os carros se dirigem sozinhos, livrando algumas pessoas da necessidade de aprender a conduzir? Ou então na possibilidade de pegar um Uber ou um taxi, só que sem um motorista de carne e osso sentado no banco da frente? Você teria coragem de se aventurar? Esses cenários, já tão retratados em filmes de ficção científica, estão cada dia mais perto de se tornarem realidade. Graças aos avanços tecnológicos e às ferramentas de Big Data e Inteligência Artificial, os carros autônomos já são uma realidade e estão revolucionando toda a indústria automotiva.

Se esse papo ainda está muito a cara dos Jetsons para você, fica de olho no post de hoje que nós explicamos como isso tudo está se desenrolando!

Carros conectados e veículos autônomos

Atualmente já são comercializados veículos de passeio com recursos tecnológicos chamados de carros conectados. Esses automóveis se diferenciam dos demais por já virem de fábrica com acesso à Internet e por serem equipados com sensores que permitem a percepção do espaço físico ao redor, além de poderem trocar informações com outros veículos ou computadores. Toda essa tecnologia gera em média 25 gigabytes de dados por carro/hora.

Logo, é de se imaginar que um carro autônomo se relacione com uma quantidade de dados muito maior. A ausência do motorista não só gera dados, como também se alimenta deles para a condução do veículo. É como se os dados passassem a ser a cabeça, os olhos, as mãos e os pés do motorista, responsáveis por treinar o caminho, identificar o ambiente no entorno, escolher o melhor caminho, virar à esquerda ou à direita, acelerar, frear, e etc. Para tal, os automóveis autônomos utilizam computadores, receptores de GPS, dispositivos de rede wireless com acesso a sensores localizados no próprio carro, acesso à Internet e ferramentas de georreferenciamento.

Além disso, o Big Data por trás da movimentação desses veículos vai além dos dados gerados pelo próprio carro: o espaço físico ao redor também produz dados sobre os lugares por onde o automóvel passa. Para o melhor funcionamento possível dos veículos autônomos, principalmente no que diz respeito à segurança, o ideal é que, assim como os carros, as avenidas e estradas por onde ele passa também estejam conectadas com o computador que gerencia esses dados.

A revolução não será somente urbana!

Se você pensa que a realidade dos carros autônomos será implantada somente nas áreas de maior número de automóveis, como os grandes centros urbanos, está muito enganado. A possibilidade de veículos que dirigem e executam comandos sem a necessidade de um motorista tem tudo para revolucionar os mercados agrícola e logístico.

Na área rural, por exemplo, um trator autônomo poderá aumentar exponencialmente a produtividade dos produtores, trabalhando em uma grande plantação ininterruptamente, 24 horas por dia, com uma performance muito mais precisa do que a de uma máquina operada por um ser humano. A mesma lógica funciona para as atividades de logística, na qual as mercadorias chegariam muito mais rápido aos seus destinos e os veículos teriam menos chances de se envolver em acidentes, já que não há motoristas afetados pela fadiga envolvidos no processo. A verdade é que a autonomia total ainda está um pouco distante dos meios de transporte, e a expectativa é que eles cheguem ao mercado nos próximos 10 anos, através de comandos com supervisão externa.

Nós não sabemos exatamente quando essa tecnologia estará inserida no nosso dia a dia e disponível para automóveis de passeio e veículos de grande porte. O que podemos afirmar é que dominar a ciência de dados se tornou algo obrigatório para uma das mais fortes e tradicionais indústrias do mundo.

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