Dados públicos são informações abertas, que podem ser usadas por qualquer pessoa ou empresa, para qualquer finalidade. Ao contrário do que muitos acreditam, os dados públicos não são somente aqueles disponibilizados por órgãos governamentais. O conceito é muito mais amplo, incluindo qualquer informação disponível para acesso irrestrito por terceiros. Isso abrange dados que são publicados por institutos privados, como Google Finance, Gapminder e Kaggle, dados capturados e trabalhados por empresas privadas, ou mesmo informações que só estão disponíveis no mundo físico, como bibliotecas. 

Grande parte das pessoas não conhece bem o conceito de dados abertos, e menos pessoas ainda sabem a quantidade de informações que está disponível para acesso gratuito hoje. Apesar dessa falta de conhecimento, os dados públicos vêm sendo cada vez mais utilizados para diversas funcionalidades, da tomada de decisões sobre indivíduos até o desenvolvimento de estratégias de negócios.

De todas as possíveis aplicações, essa última é talvez a mais interessante. Como a maioria das informações publicamente disponíveis tem uma granularidade menor, ou seja, não falam sobre indivíduos, mas sim sobre cidades, países, ou economias como um todo, sua aplicação em decisões individuais é mais restrita. No entanto, quando utilizadas em um nível estratégico, podem agregar um valor enorme para qualquer empresa.

No contexto do planejamento estratégico, informações granulares são praticamente inúteis. Decisões sobre qual público-alvo abordar, em quais produtos e linhas de serviços investir, em quais mercados atuar, ou deixar de atuar, não são – ou não deveriam ser – tomadas com base nos dados de um único indivíduo ou empresa. Para tomar essas decisões, são as informações agregadas, que falam sobre o comportamento e as tendências da população como um todo, que realmente geram valor. 

Quando falamos de agregações, ou de informações que tratam de tendências macroeconômicas e populacionais, o mais normal é que as empresas busquem as fontes de dados oficiais, publicadas por instituições governamentais (o IBGE, no caso do Brasil). Por mais confiáveis e interessantes que os dados disponibilizados por essas fontes sejam, no entanto, a frequência de sua atualização é muito baixa, medida em anos ou décadas. 

Por causa dessas limitações, agregações construídas com base em dados alternativos têm sido cada vez mais procurados pelo mercado. Para atender a essa necessidade, desenvolvemos na BigDataCorp o BigMarket, um conjunto de séries e indicadores macroeconômicos e macro sócio-demográficos únicos no mercado, construídos a partir de informações granulares, que permitem análises e planejamento com mais profundidade do que foi possível no passado.

Com os dados individuais que capturamos, conseguimos construir agregações de informação que exibem tendências em uma frequência muito maior do que qualquer fonte amostral consegue apresentar. Imagine ter visibilidade da evolução populacional de uma país, cidade ou bairro, atualizada a cada dia. Ou a capacidade de monitorar preços de centenas de milhares de produtos, em todas as cidades do país, a cada minuto. Ou ainda  a possibilidade de saber exatamente quantas empresas de cada tipo estão abrindo e fechando em cada lugar do país.

Todas essas séries permitem uma visão ainda mais precisa para apoiar qualquer processo de planejamento, levando a estratégias mais efetivas e sólidas, e potencialmente a resultados melhores. No entanto, vale a pena uma última reflexão. Quando os dados são públicos e abertos, todos têm acesso: você e a sua concorrência. Não basta ter os melhores dados, é importante que você explore também as aplicações e a melhor forma de extrair valor delas. A criatividade na aplicação e análise dos dados é tão importante quanto os dados em si.

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