O boom dos grandes centros urbanos tornou essencial o planejamento das cidades de forma mais minuciosa. Os riscos da superpopulação são muitos, como a escassez de recursos naturais, passando pelo colapso dos serviços essenciais, como saúde, transporte e segurança, até a falta de estruturas físicas para abrigar e atender tantas pessoas. Foi pensando em resolver essas questões que o conceito de Cidades Inteligentes surgiu.

Chamadas também de Smart Cities, esse modelo urbano privilegia o desenvolvimento econômico aliado simultaneamente à qualidade de vida dos habitantes, gerando eficiência nas operações cotidianas. A ideia é pensar em soluções que impactem positivamente na vida da população através do uso da tecnologia e de outros recursos disponíveis. E se você acha que o Big Data é um desses recursos, acertou em cheio!

Para saber mais sobre como os dados podem viabilizar as Cidades Inteligentes, fica de olho no post de hoje que nós compartilhamos alguns exemplos!

Sensores para evitar engarrafamentos

A cidade de Songdo, na Coreia do Sul, é referência em planejamento urbano e foi classificada pelo jornal britânico The Guardian como a primeira cidade inteligente do mundo. Uma das soluções implantadas no local foi a instalação de sensores subterrâneos que detectam o nível de tráfego nas vias em tempo real. Os dados gerados por esses sensores são lidos por uma central que consegue automaticamente reprogramar os sinais de trânsito sempre que necessário, dando vazão ao fluxo de veículos.

Prontuário eletrônico integrado

O Sistema de Inteligência a Serviço da Saúde foi implantado na cidade de Barueri, em São Paulo, no segundo semestre de 2017 e traz o prontuário eletrônico como uma das suas principais frentes. Com ele, os dados dos pacientes ficam unificados em um sistema compartilhado entre as unidades de saúde do município e podem ser acessados médicos e funcionários de qualquer posto ou hospital. Assim, ao realizar um atendimento, qualquer profissional pode ter acesso às consultas prévias, exames realizados, histórico patológico, internações e medicamentos ministrados.

Bicicletas contra as emissões de carbono

A capital da Dinamarca, Copenhague, é um dos melhores exemplos na redução do consumo de combustíveis fósseis. Um dos principais fatores que contribuem para o conceito de “carbono zero” é o uso das bicicletas por parte de metade da população para chegar ao trabalho. Para dar suporte aos usuários e encorajar novos, a cidade conta com um excelente sistema de aluguel de bicicletas. As mesmas, que já vêm com GPS, começaram a ter instalados sensores parar detectar a qualidade do ar e fornecer aos usuários informações em tempo real sobre o trânsito.

Sistema digital de mapeamento urbano

Inovação, tecnologia e infraestrutura são as bases do SIGSantos, sistema digital desenvolvido pela cidade do litoral paulista para mapear o município e auxiliar a prefeitura nas tomadas de decisões. O programa capta dados estruturados e não estruturados de diversas origens, como dados públicos, mapas, estatísticas e imagens. O cruzamento desses dados alimenta o sistema, que é atualizado diariamente, e possibilita a realização de um raio-x urbano, socioeconômico e estratégico da cidade.

Monitoramento 360°

A cidade do Rio de Janeiro também já começou a implantar a tecnologia de dados para o monitoramento da cidade. O Centro de Operações do Rio de Janeiro reúne em um só lugar dados de mais de 30 órgãos e concessionárias que são analisados em tempo real e, quando cruzados, ajudam a identificar regiões que necessitam de algum tipo de apoio e a deslocar as equipes necessárias. Além disso, há ainda a integração com um mapa meteorológico para ajudar na prevenção de ocorrências de riscos provocadas por excesso de chuva para moradores de determinadas regiões.

 

As cidades inteligentes já estão se tornando uma realidade e a tecnologia de dados tem tudo a ver com isso. Se hoje elas estão caminhando na direção de se tornarem mais interconectadas, saudáveis e inteligentes, é porque o Big Data já está sendo empregado para melhorar a qualidade de vida das pessoas e dos lugares onde elas moram. A verdade é que já estamos com um pé no futuro, e ele tem tudo para ser muito melhor.

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