E aí, prontos para desvendar mais um mito do universo do Big Data? O post de hoje é sobre a crença coletiva que se firmou na ideia de que os dados são a coisa mais valiosa do mundo para as empresas. Desde que as tecnologias de Big Data ganharam espaço nos noticiários como a grande salvação para os negócios, criou-se uma lenda de que os dados seriam o novo petróleo, e ainda que o uso deles, pura e simplesmente, poderia operar verdadeiros milagres alavancando os resultados de qualquer companhia. Nós detestamos desapontar você, no entanto nada é tão simples quanto parece.

É claro que os dados podem ser importantes para melhorar o fluxo dos negócios, mas eles sozinhos não fazem nada e tampouco trazem respostas. Na verdade, os dados em seu estado bruto provocam mais dúvidas do que qualquer outra coisa, e se perder nos pontos de interrogação levantados por eles pode ser um grande atraso de vida e produtividade.

Quer entender melhor sobre como os dados funcionam, ou melhor, como não funcionam nesse caso? Então acompanha o post de hoje com a nossa explicação do porquê os dados não são necessariamente uma mina de ouro para os negócios.

Dados são apenas a matéria-prima

Você já tentou vestir uma flor de algodão? Ou então fazer chocolate quente direto com o cacau, em fruto? E comer uma uva, parece a mesma coisa que beber vinho? Sabemos que não. Isso porque a flor de algodão, o cacau e a uva têm em comum o fato de serem matérias primas, que podem ser transformados, respectivamente, em roupas, chocolate e vinho, através de um processo de industrialização de múltiplas etapas.

Pode não parecer, porém com os dados acontece quase o mesmo. Há uma confusão bastante comum que coloca dados e informação como sinônimos, quando na verdade não são. Os dados são simplesmente a matéria-prima, e é a partir deles que a informação é extraída. No entanto, para isso acontecer, é necessário que eles passem pelos processos de análise (analytics) e mineração (data mining), responsáveis por garimpar uma imensa quantidade de dados, relacionar e agrupar o que de fato interessa, para que então eles possam fazer algum sentido e servir de base para a tomada de decisões estratégicas.

Dados estruturados e desestruturados

Além do fato dos dados soltos não dizerem nada, há ainda suas versões desestruturadas, impossíveis de serem catalogadas e ordenadas sem a ajuda de alguma ferramenta, o que complica muito mais a compreensão, principalmente ao serem encarados individualmente. É como se você pegasse um livro, e todas as palavras e pontuações de todas as páginas tivessem sido embaralhadas e dispostas aleatoriamente em linhas. O resultado é um produto impossível de ler ou compreender, assim como os dados desestruturados.

Isso quer dizer que os ditos dados estruturados podem ser interpretados isoladamente, sem o auxílio de alguma ferramenta ou contexto? Absolutamente não. Apesar de os dados estruturados apresentarem o mínimo de organização se comparados aos desestruturados, ainda assim é impossível extrair informações relevantes deles sem o auxílio dos softwares corretos e de profissionais capacitados.

Viu como a existência dos dados por si só não quer dizer nada? Para que eles façam a diferença no seu negócio, é preciso contar com as ferramentas adequadas e com uma equipe qualificada para manejá-los. Só assim será possível que eles atinjam o potencial máximo para fazer a diferença no desempenho da sua empresa como você espera. Nós bem avisamos lá em cima que nada é tão simples quanto parece. Se essa não era a verdade que você esperava, bom, melhor saber agora que depois, né? Dessa forma você tem a chance de se programar corretamente e evitar que o uso dos dados de forma incorreta mais atrapalhe que ajude.

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