Seja bem-vindo a mais um post da série Big Data nas Eleições! Hoje nós vamos falar sobre como os dados e as ferramentas de Big Data ajudam as equipes de marketing político a definirem as melhores estratégias de comunicação para atingir os eleitores.

A internet é um terreno bastante fértil para a proliferação de dados dos mais diversos tipos, e são esses dados que, ao serem organizados e transformados em informações super precisas, servem de base para definir discursos, slogans e pautas de campanha. É importante ter em mente que na era dos dados, absolutamente nenhuma mensagem transmitida é aleatória (ou pelo menos não deveria).

Quer saber mais sobre como a cultura de dados ajuda a compor estratégias de comunicação nas campanhas políticas? Então acompanha o post de hoje que nós explicamos tudo!

Big Data na Comunicação Política

Foi-se o tempo em que as campanhas políticas tinham base em discursos hipnotizantes e inflamados por parte dos candidatos, capazes de fazer brilhar os olhos dos eleitores com promessas genéricas. A crescente democratização da internet ampliou o acesso à informação e a interatividade entre os usuários, permitindo pesquisas, consultas e transformando-os também em constantes produtores e replicadores de conteúdo que não compram mais qualquer propaganda.

No entanto, ao mesmo tempo em que a internet tornou as pessoas mais difíceis de convencer com simples promessas eleitorais, ela também fornece as ferramentas adequadas para definir as melhores estratégias de comunicação dos candidatos. Toda movimentação que um indivíduo faz online produz dados que alimentam bases massivas de dados e, quando organizados, são transformados em informações preciosas sobre seus gostos, preferências, medos, opiniões e etc.

As equipes de marketing político não tardaram a perceber essa nova realidade e passaram a priorizar a análise de dados em apoio às estratégias de comunicação das campanhas. O movimento é muito semelhante a qualquer outra marca ou produto com finalidades comerciais. Eleitores exigentes são como consumidores exigentes: precisam de muito mais do que um estímulo no melhor estilo “compre Batom” para se convencerem de algo, seja para votar em candidato A ou B ou para escolher entre comprar da marca X ou Y.

Eleitores passam a integrar as equipes de marketing

A partir do momento que os comitês de campanha se veem diante da necessidade de compreender e acompanhar o comportamento dos cidadãos durante toda a sua jornada na busca por informações dos candidatos e na produção de conteúdo, é como se os eleitores deixassem de ser um player passivo no jogo político e passassem a integrar quase que pessoalmente as equipes de marketing, tamanha a sua influência na definição das estratégias de comunicação.

Porém é importante frisar que não é só o efeito da campanha tradicional que precisa ser acompanhado. As campanhas políticas agora travam batalhas em outros terrenos, e todos os demais pontos de contato do candidato com os eleitores também necessitam ser medidos, sejam eles a mídia tradicional, seus próprios perfis nas redes sociais, corpo a corpo, eventos, a repercussão de suas falas na imprensa, em comentários de sites de notícias, blogs, redes sociais, e até memes.

Logo, identificar as percepções e opiniões de diferentes perfis de eleitores sobre um candidato e seus concorrentes, avaliar fontes de dados distintas e medir o impacto da estratégia de comunicação nos resultados dos pleitos eleitorais se tornaram processos essenciais para o sucesso das campanhas. Mais do que nunca é preciso realizar o cruzamento do conteúdo fruto do Big Data com os dados sobre o comportamento dos eleitores, permitindo tomar decisões mais rápidas e embasadas, e aplicando essas informações nas estratégias para a eleição dos candidatos.

Definitivamente não se fazem mais eleições como antigamente. Ainda bem.

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