Que a informação é o bem mais precioso em disputas eleitorais, todo mundo sabe. A novidade, pelo menos para alguns, é que o Big Data possibilitou elevar essa certeza a outro nível. Hoje estamos trazendo o quarto post da série Big Data nas Eleições, e vamos falar mais um pouco sobre como as tecnologias e ferramentas de Big Data podem ser úteis aos candidatos e suas respectivas campanhas eleitorais.

Você sabia que é possível otimizar os resultados das campanhas utilizando a análise de dados? E também refinar grupos demográficos, assuntos sensíveis aos eleitores e tendências políticas tão precisamente que cada pessoa é atingida por uma mensagem de campanha praticamente personalizada? E ainda que tudo isso influencia, e muito, no resultado das eleições?

Se tudo isso soa como novidade ou muito Black Mirror, pode ficar tranquilo que nós explicamos tudo no post de hoje para você ficar por dentro do assunto!

Maximizando o retorno sobre investimento

Imagine que você é um candidato e sua equipe de marketing eleitoral está traçando a estratégia da sua campanha. Nesse momento toda informação é valiosíssima, e quanto mais precisa ela for, maior a vantagem sobre os demais candidatos. Se na década de 90 faltavam recursos para identificar as nuances dos eleitores e os canais de veiculação da campanha também eram mais limitados, isso quer dizer que os candidatos falavam mais genericamente para uma maioria, e consequentemente o investimento praticado tinha um retorno muito menor do que o que é possível atualmente. Hoje essa realidade virou do avesso.

O Big Data pode ajudar, por exemplo, na identificação de pessoas influentes e meios de comunicação que alcancem determinados nichos de eleitores. Ultimamente um dos maiores trunfos das campanhas eleitorais são as ferramentas que permitem analisar e aferir a eficiência do discurso de um candidato junto à população, mesmo (e principalmente) àqueles que não são seus eleitores óbvios. Assim, é possível utilizar as tecnologias de Big Data para ajustar a abordagem de determinados assuntos focando em públicos específicos que sejam mais sensíveis a alguns temas. Ou seja, essa possibilidade proporcionada pelo uso de dados maximiza intensamente o retorno sobre o investimento realizado nas campanhas.

Otimizando resultados na prática

Para exemplificar como isso funciona, vamos supor que um tópico de destaque da sua campanha seja a Saúde. O Big Data permite então que a sua equipe de marketing utilize o maior número possível de dados para investigar e entender precisamente onde estão os focos da deficiência do serviço de saúde pública, e quais tipos de discursos e mídias funcionam melhor junto a um determinado grupo de eleitores.

Essas informações podem ser verificadas através de consultas a bancos de dados públicos, disponíveis para livre acesso, que informam em que localização estão os hospitais e postos de saúde mais lotados ou com maior deficiência de médicos e materiais, por exemplo, permitindo o direcionamento da sua campanha para dialogar com os moradores das regiões desassistidas. Dessa forma, o investimento realizado nas campanhas tem um retorno infinitamente maior, pois transmite a mensagem certeira a um público-alvo extremamente preciso, ao invés de ser diluído entre eleitores interessados e desinteressados.

Podemos perceber então que a otimização máxima de resultados em uma campanha eleitoral acontece no momento em que os candidatos conseguem encontrar o ponto de equilíbrio entre três variáveis, considerando os eleitores que querem atingir: o canal adequado, o tom da mensagem transmitida e o conteúdo dos discursos. É nesse equilíbrio que as chances de encontrar receptividade para suas propostas aumenta exponencialmente, e as ferramentas de Big Data ajudam, e muito, nessa empreitada.

 

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