Apesar de relativamente recente, a cultura de dados está revolucionando todos os segmentos do nosso cotidiano. Você pode até não se dar conta, mas ela está presente nos sites por onde você navega, nos seus esportes favoritos, na rota sugerida pelos aplicativos de transporte particular e até no catálogo de filmes recomendados da sua conta no Netflix.

No entanto, ao concordarmos que essas funcionalidades facilitam as nossas vidas no dia a dia, por que em outros momentos ainda oferecemos tanta resistência a tomar decisões baseadas em dados? Afinal, é muito mais comum as pessoas seguirem a própria intuição e experiência do que apoiar suas decisões em dados, mesmo quando esses estão disponíveis e apontando caminhos diferentes.

Se você é uma dessas pessoas ou compartilha essa mesma dúvida, fica ligado no post de hoje que nós vamos tentar desvendar esse mistério!

Serviços Financeiros

A necessidade frequente de ir a agências bancárias ou falar com o gerente da sua conta não existe mais, graças aos aplicativos dos bancos disponíveis para smartphones, que deixaram a comunicação com as instituições financeiras ficou muito mais ágil, transparente e imediata. É possível consultar seu saldo, extrato, aplicações, seguros e fatura do cartão em questão de minutos, literalmente na palma da sua mão. O ponto é que as suas movimentações bancárias são um prato cheio para a produção de dados. É baseado nelas, por exemplo, que o banco eventualmente sugere o quanto você deve poupar por mês ou até as melhores aplicações para que o seu dinheiro renda mais, de acordo com o seu perfil de cliente.

Você pode até achar que ninguém sabe melhor sobre o seu dinheiro que você mesmo, mas acredite: os algoritmos sabem. Então, se você sempre vê essas recomendações e faz questão de ignorá-las por considerar que elas sejam aleatórias ou porque o primo-do-amigo-da-sua-tia recomendou um investimento X, repense sua atitude, pois elas são feitas sob medida para você.

GPS

Esse é um dos maiores exemplos de como os dados estão presentes na nossa vida. O GPS, que em português significa sistema de posicionamento global, virou o nosso melhor amigo para quando queremos chegar a um destino e não sabemos como. Com ele, não há lugar no mundo em que você não possa chegar. O céu é o limite! Então, estamos fazendo certinho, não é mesmo? Errado!

Para começar, o GPS não deveria ser utilizado somente quando desconhecemos determinado caminho. Mesmo quando vamos percorrer aquele trajeto do dia a dia, que sabemos fazer de trás pra frente, utilizar o GPS pode melhorar (e muito!) a nossa qualidade de vida. Isso porque a rota mais comum para nós nem sempre é a mais rápida, e caso haja um acidente no meio do percurso, corre-se o risco de cair em um engarrafamento desnecessariamente.

Viagens

A internet se transformou na principal ferramenta para quem está planejando uma viagem. Itens como passagens, hotéis, ingressos e reservas de carros e restaurantes podem ser adquiridos com bastante antecedência, evitando filas e outros transtornos no meio das tão aguardadas férias. Para facilitar a vida dos turistas, diversos sites, usando Big Data, agrupam e comparam valores e promoções, mostrando onde você pode comprar cada item mais barato. Mesmo assim, ainda existem viajantes que se sentem inseguros de comprar esses itens fora dos portais tradicionais e de agências de viagens, e se prendem a experiências anteriores ou recomendações de terceiros.

É claro que a preocupação com a credibilidade do site é importante, e sempre vale a pena pesquisar sobre o mesmo. O que não faz sentido é optar por pagar mais caro e ignorar uma ferramenta que está disponível para ajudar a economizar, desprezando a importância dos dados no ato de tomar as melhores decisões.

Pronto, agora você já sabe um pouco mais sobre como os dados estão disponíveis para facilitar as nossas vidas e como ignorá-los pode causar prejuízos de tempo e dinheiro. Então da próxima vez que você se deparar com alguma situação em que o Big Data esteja a postos para ajudar, reflita e se pergunte: “eu duvidaria de um engenheiro civil que indica a melhor forma de construir uma ponte?”. Se a sua resposta é não, saiba que os dados funcionam do mesmo jeito.

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